Desali

Aliança Periférica Nacional
Belo Horizonte, 2020-present
In the city of Contagem, on the outskirts of Belo Horizonte, the artist Desali, whose work transitions between community art, action art, street art and multimedia work, has been developing the project Aliança Periférica Nacional (APN, 2020), a community project inspired by the figure of Carlos Lamarca, a captain of the Brazilian army who deserted at the beginning of the dictatorship in 1964 to participate in the armed resistance against it. His guerrilla actions in the south of the state of São Paulo are taken by Desali as a model for the development of APN with some of the inhabitants of Barrio Nacional, located on the outskirts of Contagem. According to Desali, APN is “a kind of urban guerrilla school in an open gallery format where you learn the principles of intervention and direct action, in the form of urban art”. APN participants, which include both adults and children, take waste materials and transform them into sculptures and images, or “memory materials,” which they then install in both public and institutional spaces.
APN’s actions draw a parallel between the situation in Brazil during the years of the dictatorship and the pandemic crisis during the Bolsonaro government, fanning the flame of resistance in the popular sectors in which they take place. In addition, they bring peripheral sectors such as the Barrio Nacional community closer to the centers of art, thus subverting the systems of sociocultural exclusion that, in Brazil as in other Latin American countries, have been particularly insidious.
En la ciudad de Contagem, en las afueras de Belo Horizonte, el artista Desali, cuyo trabajo transita entre el arte comunitario, el arte-acción, el arte callejero y la obra multimedia, ha venido desarrollando el proyecto Aliança Periférica Nacional (APN, 2020-presente), un proyecto comunitario inspirado en la figura de Carlos Lamarca, un capitán del ejército brasilero que desertó al iniciarse la dictadura en 1964, para participar en la resistencia armada en contra de esta. Sus acciones de guerrilla en el sur del estado de São Paulo son tomadas por Desali como modelo para el desarrollo de APN con habitantes de Barrio Nacional, en la periferia de Contagem. Según Desali, APN es “una especie de escuela urbana de guerrilla en el formato de galería abierta en la que se aprenden los principios de la intervención y acción directa, solo que en la forma del arte urbano”. Los participantes de APN, que incluye tanto adultxs como niñxs, toman materiales de desecho y los transforman en esculturas e imágenes, o “materiales de memoria”, que luego instalan tanto en el espacio público como en espacios institucionales
Estas acciones trazan un paralelo entre la situación de Brasil durante los años de la dictadura y la crisis de la pandemia durante el gobierno de Bolsonaro, avivando la llama de la resistencia en los sectores populares en los que se desarrollan. Además, acercan a sectores periféricos como la comunidad de Barrio Nacional a los centros del arte, subvirtiendo de esta manera los sistemas de exclusión sociocultural que, en Brasil como en otros países de América Latina, han sido particularmente insidiosos.
Na cidade de Contagem, periferia de Belo Horizonte, o artista Desali, cujo trabalho oscila entre arte comunitária, action art, street art e trabalho multimídia, vem desenvolvendo o projeto Aliança Periférica Nacional (APN, 2020-presente), um projeto comunitário inspirado na figura de Carlos Lamarca, capitão do exército brasileiro que desertou quando a ditadura começou em 1964, para participar da resistência armada contra ela. Suas ações de guerrilha no sul do estado de São Paulo são tomadas por Desali como modelo para o desenvolvimento da EPA com moradores do Bairro Nacional, periferia de Contagem. Segundo Desali, a APN é “uma espécie de escola de guerrilha urbana no formato de galeria aberta em que se aprendem os princípios da intervenção e da ação direta, apenas na forma de arte urbana”. Os participantes da APN, que incluem adultos e crianças, pegam resíduos e os transformam em esculturas e imagens, ou “materiais de memória”, que depois instalam em espaços públicos e institucionais.
Essas ações traçam um paralelo entre a situação do Brasil durante os anos da ditadura e a crise pandêmica durante o governo Bolsonaro, atiçando a chama da resistência nos setores populares em que acontecem. Além disso, aproximam setores periféricos, como a comunidade do Bairro Nacional, dos centros de arte, subvertendo assim os sistemas de exclusão sociocultural que, no Brasil como em outros países latino-americanos, têm sido particularmente insidiosos.






